sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Recomeça a Escola!

Pórtico | 19.IX.2014

Esta semana ficou marcada pelo início dum novo ano escolar. Após as férias, volta o buliço do regresso às aulas. As artérias voltam a pulsar de vida com os entusiasmos naturais das crianças e dos jovens. Parece que, por encanto, a vida reencontra o seu curso normal e os projectos deixam de o ser para se transformarem em clareiras e horizontes novos onde a vida acontece por entre escolhas e desafios.

O início de um novo Ano Escolar é sempre um hino à esperança. Há os que vão pela primeira vez à escola e levam o alforge cheio de sonhos e fantasias; há os que chegam a anos decisivos e fazem propósitos sérios de resultados meritórios; há os que são finalistas e se vêem já projectados em futuros a acontecer.

Para a sociedade em geral, o regresso às aulas traz esperanças renovadas, gerações mais solidamente formadas, novas capacidades e novas perspectivas de desenvolvimento.

Todavia, apesar de todos estes sinais que pressentimos como vitais para o nosso viver em sociedade, o início de cada ano escolar é motivo para tensões incontroladas, agressões verbais incontidas, ameaças e apreensões. Avolumam-se as acusações contra os governos, os professores denunciam desencantos mil e reivindicam direitos, os sindicatos assumem protagonismos inusitados próprios duma época alta e vamos sentido um aperto no peito que nos amordaça as esperanças que deviam acontecer e compromete os sonhos que imaginámos que poderiam ser possíveis.

Na práctica, o início do ano escolar transformou-se num enorme palco para o confronto político, para as vozes reivindicativas e para os combates ideológicos. E perguntamos: Para quando colocarmos as crianças e os jovens no centro das nossas preocupações? Para quando a concentração de todos os esforços para proporcionar aos nossos jovens condições dignas onde seja possível ver concretizados os seus e os nossos ideais?

A gravidade desta questão, por si só, deveria obrigar a que todos fizessem bem os seus trabalhos de casa para terem uma boa nota na pauta. Que ninguém fuja às suas obrigações. Vamos desejar que isso aconteça!

Padre Mário Tavares de Oliveira

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