PÓRTICO|20160520
No passado dia 15 de Maio
celebrou-se o Dia Internacional da Família. A iniciativa da celebração do Dia
da Família pertenceu à ONU, tem data fixa e celebrou-se pela primeira vez em
1994. Sendo uma temática tão sensível, depressa a Igreja acarinhou a ideia propondo
a Semana da Vida como forma de valorizar os ideais da Família. Estamos em plena
Semana da Vida que decorrerá até ao próximo Domingo, dia 22.
Das ideias
fundamentais da proposta da ONU para o Dia Internacional da Família,
destacam-se: A importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu
relevo na base da educação infantil; Reforçar a mensagem de união, amor,
respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os
elementos que compõem a família; Chamar a atenção da população para a
importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e
responsabilidades desta; Sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com
as questões sociais, económicas e demográficas que afectam a família.
Como é importante celebrar a
Vida! Vivemos tempos em que a cultura da morte vai conquistando espaços cada
vez maiores: O aborto e a eutanásia são expressões dessa cultura que tem no
mais íntimo, o deslumbramento do egoísmo desenfreado. O culto do individualismo
é apanágio das culturas ocidentais que visam o bem-estar do indivíduo sem
olhar, antes de mais, o bem comum da sociedade.
A baixa da natalidade é uma das
consequências do egoísmo enquanto padrão da cultura ocidental. É certo que as
condições de vida limitam muito as famílias tornando difícil que o número de
filhos por casal ultrapasse a barreira dos dois filhos. Mas também é verdade
que quando há condições económicas satisfatórias, esse número raramente é
ultrapassado e falar em famílias numerosos é ainda uma excepção. Para além das
condições de vida, o padrão do egoísmo é o maior adversário à opção por mais um
filho.
O respeito sagrado pelas opções
de cada casal é um dever inalienável. Todavia, denunciar o envelhecimento da
população fazendo ver todas as consequências que isso acarreta é também um
dever que não podemos calar.
Passar do egoísmo ao amor é o
grande segredo para uma revolução cultural que coloque a vida humana no centro
das suas máximas inquietações. Se não tivermos a ousadia desse passo, corremos
o risco de nos precipitarmos num abismo anunciado e fatal.
A opção pela cultura da morte não
pode augurar nada de bom para o futuro. A baixa da natalidade é já um flagelo
humano, social e económico que faz brotar todo o tipo de apreensões. Só a vida
e novas vidas têm a graça de rasgar horizontes de esperança.
Na Semana da Vida, tenhamos
presente o adágio antigo: “Deus perdoa sempre, os homens às vezes e a natureza
Nunca!”
P Mário
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