PÓRTICO|20170210
A Igreja celebrou no passado dia
11 de Fevereiro, o Dia mundial do doente. A celebração deste dia foi uma
iniciativa do Papa João Paulo II, em 1992. Ao instituir esta data, o Papa
pretendia não só convocar as comunidades para a oração a favor dos doentes,
como também valorizar espiritualmente o mistério do sofrimento e da dor.
Na carta de instituição do Dia Mundial do
Doente, o Papa João Paulo II lembrou que a data representa “um momento forte de
oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo
dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de
Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da
humanidade”.
A data escolhida prende-se com a celebração
da festa litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes. Desde as suas origens, o
santuário de Lurdes foi sempre um lugar carismático para os doentes. Ainda
hoje, acorrem à gruta de Lurdes multidões de enfermos não só a pedir o dom da
cura como também à procura dum lugar de oração como forma de encontrar sentido
para a sua dor.
Grande parte da vida de Jesus foi passada a
curar os doentes. Jesus deu grande importância ao ministério da cura, não
rejeitando sequer os cultualmente impuros. E quando o acusaram de não conhecer
o tipo de pessoas suspeitas com quem andava, não hesitou em afirmar que tinha
vinda não para os sãos, mas para os doentes.
Com efeito, numa comunidade cristã, os irmãos
doentes devem ocupar um lugar especial. Quando se reúne ao Domingo para
celebrar a Eucaristia, a comunidade celebrante não pode esquecer a Eucaristia
da dor que os irmãos doentes celebrar no seu leito de sofrimento. Eles são
parte integrante da comunidade que celebra e são um dom inestimável já que,
oferecendo o seu sofrimento, são um rosto orante para o bem de toda a
comunidade.
Os doentes para além a expressão do
rosto de Cristo sofredor no seio da comunidade, fazem desencadear a comunidade
em prol da saúde. Assim, celebrar o Dia do doente é também celebrar o dia
daqueles que cuidam dos doentes e zelam pela sua saúde. Na sua mensagem para
este dia, O Papa Francisco não esqueceu os que cuidam dos doentes e dão o
melhor de si em seu favor e que muitas vezes são esquecidos.
“Por ocasião da
XXV Jornada Mundial do Doente, reitero a minha proximidade feita de oração e
encorajamento aos médicos, enfermeiros, voluntários e a todos os homens e
mulheres consagrados comprometidos no serviço dos doentes e necessitados; às
instituições eclesiais e civis que trabalham nesta área; e às famílias que
cuidam amorosamente dos seus membros doentes. A todos, desejo que possam ser
sempre sinais jubilosos da presença e do amor de Deus, imitando o testemunho
luminoso de tantos amigos e amigas de Deus, dentre os quais recordo São João de
Deus e São Camilo de Lélis, Padroeiros dos
hospitais e dos profissionais de saúde, e Santa Teresa de Calcutá, missionária
da ternura de Deus”.
Não
nos podemos alhear dos nossos irmãos doentes. O seu sofrimento é redentor e
ajuda na edificação das comunidades.
P. Mário